Declaração de Amor à São Joaquim da Barra

"CIDADÃO JOAQUINENSE COM ORGULHO"

"É com muito orgulho que digo ser um cidadão joaquinense ! A cada dia que passa, vejo que minha cidade progride muito, principalmente, na área de esportes. Constantemente, a cidade ganha títulos nas muitas categorias de base, que nos países de primeiro mundo possuem igual prioridade !!!""

( Jean Covas - 29/Jun/2004 )"

"EM SEUS BRAÇOS QUERO MORRER"

"Há 21 anos que lhe deixei, Muitas vezes retornei, Em todas, na hora de partir chorei, Pois de saudades sei que vou sofrer, Mas o meu último desejo, Em seus braços quero morrer...."

(Paulo Cesar B. dos Santos- 03/Ago/2004)"

"A BARRA É TUDO, TUDO É BARRA"

" Para dona Cilota, minha mãe, na distância , com amor: " A barra é tudo tudo é barra. A praça da matriz, a festa da lapa, a quermesse, seu Chiquinho barbeiro e o grupo dos onze, o sete no açougue do seu Júlio de Lollo, tio Décio com as baterias heliar e as memoráveis pescarias, as serestas do seu Anis, o dentista da dona Ernestina, que ensinou a gente a gostar de Silvio Caldas, o Lando, o João e o Beto, que assustavam as meninas com dentes de vampiro e pálpebras reviradas. a barra é tudo tudo é barra. A dona Terezinha, dona Célia, dona Elza, e o presente mais bonito, Os Três Mosqueteiros, dona Yone que nos ensinaram as primeiras palavras, a Mariúcha, a Rochana e o Paulinho Filet, que mergulhava no ar e voava nas águas, filhos do professor Crezo, nosso primeiro comunista, como choramos dentro do cinema com a notícia do acidente que o levou, mas a história continuou, como sempre, no encanto da professora Solange Ferrero; tudo que sei aprendi com eles, os primeiros mestres. a barra é tudo tudo é barra. seu Valdovino, que pisava em brasas, cada dia me pareço mais com ele, e sua sapataria cheia de política, espiritismo, pássaros e sonhos ancestrais de sindicalismo, o armazém do Cecílio que cresceu com a gente e com o Roberto, o nosso turquinho, amigo de todas as horas, a dona Lídia, o Iu, quer dizer, Alfredo, o Eduardo, a padaria dos Gomes e meu amigo Joãozinho, o seu Álvaro Bosqueto e a filha guerreira, a Leila, sempre irmã, o grupo escolar Sylvio Torquato Junqueira, os Junqueiras com suas terras, pólo e cafezais e, claro, a Bia, o chopp, a boemia que ficou no lugar da estrada de ferro que mudaram pra outro lugar e não mais aquele cuidado-pare-olhe-escute a caminho de casa, o Oscarzinho, filho da dona Eyre, secretária do Ginásio, que quase matei enforcado e depois virou amigo de verdade, os Boldrin e as histórias do Rolando, nosso talento e orgulho, o teatro vermelho e verdadeiro da Dulce Muniz que me ensinou o amor às artes e à verdade, meu irmão guerrilheiro, o Dja, motivo do meu primeiro gesto de rebeldia, soltar um cheiro alemão, dentro da sala de aula, para ofender a professora que chamava os meninos de terroristas, depois de vê-los, com olhos de criança, torturados nos porões, o mestre Ivo Vanuchi, a Maria Lucia, e o Zé Ivo que virou prefeito, o pastel do Bitonti, o quibe do seu Dib e o sorvete do Guiniti, sabores eternos em minha boca, em minha alma. A barra é tudo tudo é barra. A tia Amália, a tia Léo, a Marta, a Heloisa, a Maria Amália e a Lúcia, nossa Julieta, o Wanderley e suas pernas voadoras, o capilé do seu Alcebíades, o Tomate, o Felício e a Isabel, o Donizete que tinha mais dedos nos pés, o Cutuba, a Maria pé-pu-mato, o Dominguinho sem calça e sua mãe benzedeira, que tirava nossos cobreiros com facões e rezas e eu morrendo de medo, a dona Abadia mascando fumo de rolo, os Toscano criando abelhas, os Lupoli e as meninas pianistas, o Baby, o Lulezo e Iracema, a grande, filhos do Dito pintor, o Picoto nosso primeiro ator e poeta escrevendo causos e cortando cabelos de casa em casa, o basquete japonês dos Ides, o Luizinho recruta ainda, que me passou o maior susto na auditoria militar, fingindo que ia me prender naqueles tempos tenebrosos, os Mantovanni, os Basaglia, a Donana e a menina Cecília que perdemos por causa de um maldito raio, o Pansani, o Chiquinho da Casa Santo Antônio, o Kiko e a Teresa, o Manoel Lourenço de leites e gados, a vó Coló, o Arizinho e a Ofélia eternos amigos do pai e da mãe, a dona Catarina que nunca acreditou que o homem foi à lua, a Dalva, segunda mãe, que correu mundo e voltou pra ficar e discordar sempre, que também é preciso. A barra é tudo tudo é barra. A dona Silota que me ensinou a ter saudade de tudo isso, com seus eternos cabelos brancos, sempre cuidando do jardim e o quintal de goiabas, romãs, limões, pinhas, uvas e proteção, o Darcy que perdemos numa festa de São Pedro, com tétano, negligência médica, peraltice e fogos de artifícios explodindo em suas mãos e peito e braços, talvez tivesse sido o mais rebelde dos irmãos, o seu Emiliano, quase pai, sempre cheio de cuidados e o padrinho Adyr e a madrinha Santa, o rio Sapucaí, o Espigão, onde nunca aprendi a jogar futebol, mas fui mascote na fotografia que guardo até hoje, a Baixada, o córrego da barra, os Deienno, o Ivan, a Jurema, os Mattaraia, o Tim, a Regina, a pedreira na memória e o medo das explosões, a casa bancária dos Lessa e os Teixeira, com Sérgio e seus poemas e o Guto, amizade criança, a pintura do Norberto Stori, colorindo o mundo, que pedi pra nunca mais emprestar livro pra minha irmã pra que eu não tivesse que ir devolver, a poesia do Tom Pires, que virou doutor em literatura, numa terra de médicos, advogados e fazendeiros a dona Helena, cheia de música, mulher do seu Ribamar, que tentou, em vão, me ensinar a cantar. A barra é tudo tudo é barra O footing na praça da matriz, a fonte luminosa, o padre Mário, voltando de manhãzinha do convento, o Jabur e o seu populismo nos pedais da bicicleta, os Maffei e a Ana Maria, os Puga, os Carniato, os Barbanti, os Trombini, seu Poli da farmácia e a Dorinha, os Leonetti e a primeira livraria, veio dali o meu vício, os Ceribelli, as meninas dos Carrara, os Ravagnani, mama mia, a Itália toda, os Sostena e os sapatos, os Mauad, os Badran, os Nader, a casa Camelo com tecidos vindos das arábias, agora eu entendo essas minhas predileções italianas e árabes com seus espaquetes, quibes crus, raleu e coalhadas, mas Portugal não nos abandona, os Carvalhos e Trindades e o gosto de bacalhau em minha boca com poemas de Pessoa, os Delmônico, o Nego Tomazini, meu adolescente amigo socialista e a gente cantando Sidney Miller escondido dos inimigos, os Parada, instrumentistas persistentes, e a banda no coreto, talvez tenha nascido aí meu amor pela música, os Pazzeto com suas novilhas e éguas, a família inteira com i, Iran, Ivan, Ian, Irana, Iana e tantos, todos filhos do seu Crisóstomo e das águas, o pinga-pinga do ônibus da Viação São Bento, o prefixo da rádio ZYK4 em meus ouvidos, o Augustinho, a Antonia, sofás e mais sofás para o mundo, a madrinha Edna, a China e o Pitina que foram pra capital morar na rua topázio e nunca mais voltaram. A barra é tudo tudo é barra. O seu Agesípolis, nunca acertei o nome desse homem tão certo, pai da Simone, minha colega, que um dia chorou porque tirou uma nota nove, e hoje ensina todo mundo a ler, o Cido, mão santa da injeção, os Falleiros, a pharmacia, com ph, o seu Augusto farmacêutico, outro socialista, amante da literatura, tinha mais socialista do que podíamos imaginar, todos discretos, o seu Toninho Coronato cheio de fios, eletricidades e ternura e sua filha Lucíola que me ensinou datilografia, os domingos no cine Mongol, os filmes proibidos que nunca pude assistir no Santa Cecília, o doutor Mário Rossi, que se enfiava na geladeira sofrendo de calor, os primeiros olhares, a Virginia, filha do juiz, a Lucélia, a Bell, e a filha do Saia, e a Mércia e a Stela Rossi, ah, Stela em que estrela você se escondeu ? A barra é tudo tudo é barra. A barra é esse nome de santo, São Joaquim, sempre sonhei mudar o nome da cidade, bem que podia se chamar Barra Vermelha por causa da cor da terra onde brota tanto alimento. E tudo é a mesma barra, de São Joaquim da Barra à Barra do São José do Rio Negro, sempre a vida. a barra é suave, a barra é pesada, a barra é a saudade que dói em mim, a barra é tudo que podia ter sido e não foi, a barra é esse menino que partiu e se perdeu no mundo, a barra é essa bruta distância em meu peito. a barra é tudo tudo é barra." *Dori Carvalho nasceu em São Joaquim da Barra, em 1955, atualmente vive em Manaus. É ator e poeta. Tem editados os livros Desencontro das Águas e Paixão e Fúria.

( Dori Carvalho- 12/Abr/2005 )"

"MUITA SAUDADE"

"Sempre me lembro com saudade da minha querida São Joaquim da Barra !!! Estou fora há 25 anos, mas não me esqueço dos amigos que aí deixei, especialmente da comunidade de jovens católicos, da qual fiz parte e tenho muita saudade. Só para citar alguns amigos: Jotinha, Dodô, Sirlei, Magela (Microbarra), Dejaime, Neila, Nara, João Roldão, Airton...etc... Se alguém se lembrar de mim, por favor, entre em contato! Sou o Marquinho (violão). Abraços a todos meus conterrâneos !!! "

( Marquinhos - 26/Jul/2005 )"

"INOCÊNCIA PERDIDA"

"Olá! Sou Marco Antonio Truvilho, 'sexy' agenário, nascido em São Joaquim da Barra, no ano de 1945, na Rua Goiás, 1439, filho de Francisco Matheus Truvilho (cunhado do "Zé Puga") e Anesia da Silva Truvilho (filha da Don´Ana benzedeira). Entrei para o Cartório do saudoso Durval Corrêa Rangel e, ao mesmo tempo, para o Grupo Escolar Sylvio Torquato Junqueira, aos oito anos de idade. No ano de 1963, deixei São Joaquim, na companhia do Sr. Rangel e viemos instalar a Comarca de Ibiúna, onde permaneço até hoje. Casei-me com Maria Angélica e tivemos cinco filhos: Marcos Eduardo, Carlos Henrique, Alexandre Victor, Rodrigo Leonardo e Rita de Cássia. Perdemos o primogênito, Marcos Eduardo, em 1994, aos 26 anos de idade, vítima de um tumor cerebral. Temos também seis lindos netos: Marília, Rafael, Natália, Bruno, Duda e Izabela. Sou advogado e ocupo hoje o cargo de Secretário do Desenvolvimento Urbano do município. Um fraternal abraço a todos os meus conterrâneos e aproveito a oportunidade para desejar a todos vocês, um excelente 2.006, cheio de Paz, Saúde e Realizações. Seguem abaixo uns versinhos que retratam, em parte, os anos felizes em que aí vivi, assim como a saudade que aninho em meu peito: - INOCÊNCIA PERDIDA - Quero sair e regressar por esta vida, rumo às lembranças que deixei lá no passado; rever infância menineira onde brinquei, de Flash Gordon ou de Zorro mascarado! Nadar pelado lá no "corgo" Matadouro, correr distância a pés descalços sobre a terra; ir ao encalço, após os dez, no esconde-esconde, brincar no colo da mamãe, de serra-serra! Quero embalar o meu pneu pela descida, tirar da bucha um talo seco pra fumar; cortar forquilha para um novo estilingue, botar minha pipa lá no céu para voar! Jogar pelota no campinho da Lapinha, fazer dormir dentro da roda o meu pião; furtar as frutas do pomar do "Italiano", raspar joelho em biroscas pelo chão! Quero brincar de "beliscão" no velho Grupo, fugir dizendo: foi "Madeu" quem me mandou; ver Dona Ofélia Professora resmungando, descendo a régua no aluno que aprontou! Passar na venda do saudoso Carniato, comprar meu lápis, meu caderno e meu tinteiro, gastar o troco em bolinha ou figurinha, comer o lanche do vizinho, meu parceiro! Quero descer a Rua Minas disputando, pela sarjeta uma "escorrida" de bolinha; saborear um bom sorvete no "Guiniti", de preferência creme e coco na casquinha! Ir ao cinema pra assistir meu seriado, sair com sede, pra tomar um capilé; furar a fila do carrinho da pipoca, e ver de branco, sorridente, o seu José! Correr em volta do coreto ao som da banda, curtir o solo "Cerejeira" do Uziel; brincar de "pique" lá no pátio da estação, auxiliar meu Velho Chico lá na Shell! Ver o Divino atravessando a fogueira, pisando em brasas, sem contudo, se queimar; ouvir Cotuba, de bengala, discursando, Jorge Abdala, abacaxi anunciar! Armar cirquinho lá no fundo do quintal, cobrir de pano, protegendo contra o sol; cobrar ingresso: quatro ou cinco palitinhos, mostrar figuras por detrás de um lençol! Quero rever minha querida São Joaquim, e a velha casa onde um dia eu nasci, reavivar meus velhos sonhos de criança, reencontrar a inocência que perdi !!! "

( Marco Antonio Truvilho - 13/Jan/2006)"

"DEUS TE ABENÇOE"

"Nascí nesta querida São Joaquim da Barra, e estou até agora emocionado em encontrar este site. Morei na Rua Amazonas nº 622 e fui embora muito criança, mas jamais, em toda minha vida, eu a esquecerei ! Tenho muito orgulho de ter nascido nesta cidade, ela me abrigou com muito amor. Falar de São Joaquim da Barra é algo emocionante, seu povo não é qualquer povo, é um povo amigo, hospitaleiro, ordeiro e inteligente: Terra que me viu nascer, transformou minha vida em luz, jamais posso te esquecer, porque seu amor me conduz. Nos meus sonhos de criança, via com olhos do coração, uma gente decidida, sem esquecer a emoção. Deus te abençoe, grande cidade, berço que me amparou, espero um dia retornar de onde tudo começou. Parabéns a todos os meus conterrâneos ! Abraços !!! "

( Ademar de Castro - 18/Mar/2006)"

"ESTA CIDADE MORA NO MEU CORAÇÃO"

"São Joaquim da Barra, terra de gente humilde e de bom coração, que nos abrigou com amor e carinho, quando chegamos de Goiania. Somos de origem simples, sem nomes de descendentes importantes, mas fomos felizes com o calor e afeto a nós dedicados. Meu pai comprou a pensão São José Familiar, da rua XV de Novembro, onde moramos por 11 anos; dali saiu o meu sustento e de minha família. Me casei, perdi meu pai, minha perda foi enorme porque ele representava o meu porto seguro, a união da nossa família, mas Deus sabe o que faz.Passados mais ou menos dois anos, me mudei com meu esposo para Goiás, onde também sou muito feliz, só que tenho saudades da cidade onde cresci, e acompanhei seu desenvolvimento, suas dificuldades e suas vitórias. Esta cidade mora no meu coração. Assim como uma mãe tem seu filho e por ele chora, se alegra, compartlha de suas alegrias, derrotas e vitórias, eu tenho este mesmo sentimento por esta cidade, uma mãe ao gerar seu filho cria com ele um vínculo único, inseparável, inesquecível... Este é meu sentimento por esta cidade, a qual amo com tanto fervor e devoção. Saudades !!! "

( Aluísia Dorilei de Oliviera Tavares - 19/Mai/2006)"