" MENSAGEM DO DIA "
MENSAGENS e POESIAS

DEZEMBRO de 2006


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04/Dezembro/2006:

“ À MORTE DO PRÍNCIPE D. PEDRO ”
- Poesias Completas de D. Pedro II - 1932 -

Pode o artista pintar a imagem morta
Da mulher, por quem dera a própria vida.
À esposa que a ventura vê perdida
Casto e saudoso beijo inda conforta.

A imitar-lhe os exemplos nos exorta
O amigo na extrema despedida...
Mas dizer o que sente a alma partida
Do pai, a quem, oh Deus, tua espada corta.

A flor de seu futuro, o filho amado;
Quem o pode, Senhor, se mesmo o Teu
Só morrendo livrou-nos do pecado,

Se a terra à voz do Gólgota tremeu
E o sangue do Cordeiro Imaculado
Até o próprio céu enegreceu! ”

NOTA: O poema se refere à morte do quarto e último filho de D. Pedro II com a Imperatriz D. Teresa Cristina Maria, em 1850.

( Dom Pedro II - 'Biografia' - 1825/1891 )

06/Dezembro/2006:

“ MÃO DIVINA ”
- Parnaso de Além-Túmulo - 1932 -

A luz da mão divina sempre desce,
Misericordiosa e compassiva,
Sobre as dores da pobre alma cativa,
Que está nas sendas lúcidas da Prece.

Se a amargura das lágrimas se aviva,
Se o tormento da vida recrudesce,
Aguardai a abundância da outra messe
De venturas que é da alma rediviva.

Confiando, esperai a Providência
Com os sentimentos puros, diamantinos,
Lendo os artigos ríspidos da Lei !

Os filhos da Piedade e da Paciência
Encontrarão nos páramos divinos
a paz e as luzes que eu não alcancei. ”

Antero de Quental: nascido na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891. É vulto eminente e destacada nas letras portuguesas, caracterizando-se pelo seu espírito filosófico.

( Antero de Quental / Chico Xavier - 'Biografia' - 1842/1891 )

07/Dezembro/2006:

“ MATER ORIGINALIS ”
- Eu - 1912 -

“Forma vermicular desconhecida
Que estacionaste, mísera e mofina,
Como quase impalpável gelatina,
Nos estados prodrômicos da vida;

O hierofante que leu a minha sina
Ignorante é de que és, talvez, nascida
Dessa homogeneidade indefinida
Que o insigne Herbert Spencer nos ensina.

Nenhuma ignota união ou nenhum nexo
À contingência orgânica do sexo
A tua estacionária alma prendeu...

Ah! de ti foi que, autônoma e sem normas,
Oh! Mãe original das outras formas,
A minha forma lúgubre nasceu! ”

( Augusto dos Anjos - 'Biografia' - 1884/1914 )

11/Dezembro/2006:

“ DESESPERO”
- Cachoeira de Paulo Afonso - 1870 -

“ Crime! Pois será crime se a jibóia
Morde silvando a planta, que a esmagara?
Pois será crime se o jaguar nos dentes
Quebra do índio a pérfida taquara?

“E nós que somos, pois? Homens? — Loucura!
Família, leis e Deus lhes coube em sorte.
A família no lar, a lei no mundo...
E os anjos do Senhor depois da morte.
“Três leitos, que sucedem-se macios,
Onde rolam na santa ociosidade...
O pai o embala... a lei o acaricia...
O padre lhe abre a porta à eternidade.

“Sim! Nós somos reptis... Qu’importa a espécie?
— A lesma é vil, — o cascavel é bravo.
E vens falar de crimes ao cativo?
Então não sabes o que é ser escravo!...
“Ser escravo — é nascer no alcoice escuro
Dos seios infamados da vendida...
— Filho da perdição no berço impuro
Sem leite para a boca ressequida...
“É mais tarde, nas sombras do futuro,
Não descobrir estrela foragida...
É ver — viajante morto de cansaço —

A terra — sem amor!... sem Deus — o espaço!
“Ser escravo — é, dos homens repelido,
Ser também repelido pela fera;
Sendo dos dois irmãos pasto querido,
Que o tigre come e o homem dilacera...
— É do lodo no lodo sacudido
Ver que aqui ou além nada o espera,
Que em cada leito novo há mancha nova...
No berço... após no toro... após na cova!...

“Crime! Quem falou, pobre Maria,
Desta palavra estúpida?... Descansa!
Foram eles talvez?!... É zombaria...
Escarnecem de ti, pobre criança!
Pois não vês que morremos todo dia,
Debaixo do chicote, que não cansa?
Enquanto do assassino a fronte calma
Não revela um remorso de sua alma?

“Não! Tudo isto é mentira! O que é verdade
É que os infames tudo me roubaram...
Esperança, trabalho, liberdade
Entreguei-lhes em vão... não se fartaram.
Quiseram mais... Fatal voracidade!
Nos dentes meu amor espedaçaram...
Maria! Última estrela de minh’alma!
O que é feito de ti, virgem sem palma?
“Pomba — em teu ninho as serpes te morderam.
Folha — rolaste no paul sombrio.
Palmeira — as ventanias te romperam.
Corça — afogaram-te as caudais do rio.
Pobre flor — no teu cálice beberam,
Deixando-o depois triste e vazio...
— E tu, irmã! e mãe! e amante minha!
Queres que eu guarde a faca na bainha!

“Ó minha mãe! ó mártir africana,
Que morreste de dor no cativeiro!
Ai! sem quebrar aquela jura insana,
Que jurei no teu leito derradeiro,
No sangue desta raça ímpia, tirana
Teu filho vai vingar um povo inteiro!...
Vamos, Maria! Cumpra-se o destino...
Dize! dize-me o nome do assassino!...”

“Virgem das Dores,
Vem dar-me alento,
Neste momento
De agro sofrer!
Para ocultar-lhe
Busquei a morte...
Mas vence a sorte,
Deve assim ser.

“Pois que seja! Debalde pedi-te,
Ai! debalde a teus pés me rojei...
Porém antes escuta esta história...
Depois dela... O seu nome direi! ”

( Castro Alves - 'Biografia' - 1847/1871 )

14/Dezembro/2006:

“ FALANDO AO CORAÇÃO ”
- Barro Vermelho - xxx -

“ Desperta, coração! vamos morar
N’uma casinha branca, ao pé do Mar...
Que seja linda como é linda a Lua
Que em noites santas pelo Azul flutua:
Imaculada como a luz do Amor,
Alva de neve como um sonho em flor.

Quando a Noite vier... se no meu seio
Estremeceres cheio de receio,
- Tremendo a sombra que amortalha o Dia
E cobre a terra de melancolia, -
Longe do mundo e da desesperança,
Hei de embalar-te como uma criança.

Quero que escutes o gemer profundo
Do Mar que chora a pequenez do mundo
E ouças cantar a doce barcarola
Da noite imensa que se desenrola,
Dando perfume ao coração dos lírios,
Trazendo sonhos para os meus martírios.

E quando o Sol nascer; quando, formosa
Como uma garça branca e misteriosa,
Batendo as asas cor de neve, a Aurora
Vier cantando pelo mundo a fora,
Rufla as asas também... e forte, então,
Tu podes palpitar, meu coração!

Acorda para a Vida e canta e canta,
O Sol da Terra - iluminada e santa!
Deixa o teu sonho de saudade e dores
Dormir no seio trêmulo das flores...
E foge e foge pelo Espaço, à toa,
Pomba exilada que a seus lares voa!

Esquece a louca e pálida amargura
Que há tantos anos meu viver tortura...
Canta o teu hino de ilusão querida,
Esquece tudo o que não seja a Vida,
E, para o Céu das alegrias mansas,
Conduz nas asas minhas esperanças...

Não vês? Minh’alma é como a pena branca
Que o vento amigo da poeira arranca
E vai com ela assim, de ramo em ramo,
Para um ninho gentil de gaturamo...
Leva-me, ó coração, como esta pena
De dor em dor até à paz serena.

Desperta, coração, vamos morar
N’uma casinha branca, ao pé do Mar...
Quero que escutes, a sonhar comigo,
A queixa eterna do Oceano amigo
E ouças o canto triunfal da Aurora
Batendo as asas pelo Mar a fora... ”

( Auta de Souza - 'Biografia' - 1876/1901 )

18/Dezembro/2006:

“ ENCARNAÇÃO ”
- Broquéis - 1893 -

“ Carnais, sejam carnais tantos desejos,
Carnais, sejam carnais tantos anseios,
Palpitações e frêmitos e enleios,
Das harpas da emoção tantos arpejos...

Sonhos, que vão, por trêmulos adejos,
A noite, ao luar, intumescer os seios
Lácteos, de finos e azulados veios
De virgindade, de pudor, de pejos...

Sejam carnais todos os sonhos brumos
De estranhos, vagos, estrelados rumos
Onde as Visões do amor dormem geladas...

Sonhos, palpitações, desejos e ânsias
Formem, com claridades e fragrâncias,
A encarnação das lívidas Amadas! ”

( Cruz e Sousa - 'Biografia' - 1862/1898 )

19/Dezembro/2006:

“ OFERTA DE NATAL”
- Antologia Mediúnica do Natal - 1967 -

“ Senhor !
Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!...

De novo, alcançam-nos os ouvidos as vossas angélicas:
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens !...
E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de Lucas):
"Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... O anjo, porém, lhes disse: não temais ! eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... É que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o Senhor. "

Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para ver-te, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos filhos da Terra.
Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra, expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos !
Só tu sabes, Senhor, os nomes daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor puro, nos instantes da estrebaria:
A primeira frase de bênção...
A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento...
Os panos que te livraram do frio...
A manta humilde que te garantiu o leito improvisado...
Os primeiros braços que te enlaçaram no colo para que José e Maria repousassem...
A primeira tigela de leite...
O socorro aos pais cansados...
Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência...
A bondade que manteve a ordem, ao redor da manjedoura, preservando-a de possíveis assaltos... O feno para o animal que devia transportar-te...

Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram sobre o teu nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algo ofertar-te... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!
Recebe-os, ó Divino Benfeitor !, com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras de respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra !... E que nós - espíritos milenários fatigados do erro, mas renovados na esperança - possa mos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração, e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do Templo:
- " Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os nossos olhos viram a salvação!...

Uberaba, 25 de Dezembro de 1966 ”

( Emmanuel / Chico Xavier - 'Biografia' - 1910/2002 )

21/Dezembro/2006:

“ O TEMPO ”
- Brasília - 2005 -

“ Pedi um pequeno temo para o Tempo
E ele, generoso não como de costume, me concedeu um pequeno tempo a mais
Mas o que fazer quando se tem um tempo a mais que os outros?
Aqueles que acreditam que o "tempo não pára"
Ficar estático no tempo sem saber o que fazer
Mas o Mundo é tão grande se comparado com o tempo
E é nessa imensidão que agora posso parar e perceber
Desfrutar e sentir o que a vida tem de melhor
Agora eu tenho tempo, agora eu posso.

Posso falar da natureza: o mágico encanto da vida clorofilada
As folhas, as flores que desabrocham
Os frutos dependurados enfeitando as árvores
O pequeno beija-flor, que pára no ar, desafiando as leis da Física e do Tempo
O pôr-do-sol, o surgir da lua
Uma lindeza tamanha que sempre esteve ali.

E porque não, falar de Deus?
Para agradecer pela vida
Para agradecer por Seu Filho
E lembrar, que a Deus, nós só temos a agradecer
Seja qual for a nossa crença
Porque "Deus", nada mais é do que a simbolização da fé humana
Deus é simplesmente divino.

E minha família
Ah, minha querida e imensa família
Pessoas únicas e distintas
Eles estão sempre ali
Mas o tempo, às vezes nos impede de perceber que estão se distanciando
E quando menos percebemos... eles se vão
Casam-se, mudam-se, morrem
E somente neste momento nos damos conta que já é tarde
Perdemos oportunidades, perdemos a chance de notar a importância de cada um
É tão simples dizer palavras de carinho
Mas nós não dizemos, porque temos a "certeza" que no dia seguinte, a mesma pessoa estará lá
Como todos os dias
E é aí que nos enganamos
O tempo passa
Os momentos passam
E tudo continua a mesma coisa: a rotina prevalece
Temos que parar
Pare!
Perceba as pessoas, as coisas, a natureza
Dê importância ao nascer do sol, ao cantar dos pássaros, ao barulho da chuva
Carpe diem!
Tudo passa, inclusive você
E o que fica são as suas ações, as suas demonstrações de afeto e compaixão.

E quanto ao amor: ame
Exponha seus sentimentos
Diga: Eu amo você
Seja para sua mãe, pai, irmão, amigos, namorada, ou para a pessoa que está ao seu lado
Não tenha medo
As oportunidades são únicas
E só depende de você criar os momentos
O amor é o sentimento mais puro e belo que existe
"Ame a todas as pessoas como a si mesmo"
Você se sentirá bem, e fará feliz alguém.
Ame sem se preocupar se você será correspondido
Lembre-se da Lei de ação e reação: tudo voltará para você.
Seja simples, que já será o suficiente.

E quanto ao tempo...
Deixe a ampulheta de lado
Esqueça o relógio
Jogue no lixo o calendário
Lembre-se que você não nasceu da noite para o dia
Então tenha paciência
"O que tiver que ser, será"
Não perca tempo,
Deixe que o tempo se perca. ”

JOEL DA SILVA REIS: nascido em 07 de Abril de 1985, no Rio de Janeiro-RJ, mora atualmente em Ceilândia-DF, onde trabalha, há cinco anos, no ramo turístico, desempenhando atividades financeiras, de recursos humanos e vendas. Estuda Licenciatura em Letras, na área de Língua Portuguesa, na Faculdade Jesus Maria José - FAJESU, localizada em Taguatinga-DF.

( Joel da Silva Reis - 'Biografia' - 1985/**** )

26/Dezembro/2006:

“ NATAL SIMBÓLICO ”
- Antologia Mediúnica do Natal - 1967 -

“ Harmonias cariciosas atravessavam a paisagem, quando o lúcido mensageiro continuou:

_ Cada Espírito é um mundo onde o Cristo deve nascer...

Fora loucura esperar a reforma do mundo, sem o homem reformado. Jamais conheceremos povos cristãos, sem edificarmos a alma cristão...

Eis porque o Natal do Senhor se reveste de profunda importância para cada um de nós em particular.

Temos conosco oceanos de bênçãos divinas, maravilhosos continentes de possibilidades, florestas de sentimentos por educar, desertos de ignorância por corrigir, inumeráveis tribos de pensamentos que nos povoam a infinita extensão do mundo interior. De quando em quando, tempestades renovadoras varrem-nos o íntimo, furacões implacáveis atingem nossos ídolos mentirosos.

Quantas vezes, o interesse egoístico foi o nosso perverso inspirador ?

Examinando a movimentação de nossas idéias próprias, verificamos que todo princípio nobre serviu de precursor ao conhecimento inicial do Cristo.

Verificou-se a vinda de JESUS numa época de recenseamento.

Alcançamos a transformação essencial justamente em fase de contas espirituais com a nossa própria consciência, seja pela dor ou pela madureza do raciocínio.

Não havia lugar para o Senhor.

Nunca possuímos espaço mental para a inspiração divina, absorvidos de ansiedades do coração ou limitados pela ignorância.

A única estalagem ao Hóspede Sublime foi a Manjedoura.

Não oferecemos ao pensamento evangélico senão algumas palhas misérrimas de nossa boa vontade, no lugar mais escuro de nossa mente.

Surge o Infante Celestial dentro da noite.

Quase sempre, não sentimos a Bondade do Senhor senão no ápice das sombras de nossas inquietações e falências.

A estrela prodigiosa rompe as trevas no grande silêncio.

Quando o gérmen do Cristo desponta em nossas almas, a estrela da divina esperança desafia nossas trevas interiores obscurecendo o passado, clareando o presente e indicando o porvir.

Animais em bando são as primeiras visitas ao Enviado Celeste.

Na sociedade de nossa transformação moral, em face da alvorada nova, os sentimentos animalizados de nosso ser são os primeiros a defrontar o ideal do Mestre.

Chegam pastores que se envolvem na intensa luz dos anjos que velam o berço divino.

Nossos pensamentos mais simples e mais puros aproximam-se da idéia nova, contagiando-se da claridade sublime, oriunda dos gênios superiores que nos presidem aos destinos e que se acercam de nós, afugentando a incompreensão e o temor.

Cantam milícias celestiais.

No instante de nossa renovação em Cristo, velhos companheiros nossos, já redimidos, exultam de contentamento na esfera superior, dando glória a Deus e bendizendo os espíritos de boa vontade.

Divulgam os pastores a notícia maravilhosa.

Nossos pensamentos, felicitados pelo impulso criador de JESUS, comunicam-se entre si, organizando-se para a vida nova.

Surge a visita inesperada dos magos.

Sentindo-nos a modificação, o mundo observa-nos de modo especial.

Os servos fiéis, como Simeão, expressam grande júbilo, mas revelam apreensões justas, declarando que o Menino surgira para a queda e elevação de muitos em Israel.

Acalentamos o pensamento renovador, no recesso dalma, para a destruição de nossos ídolos de barro e desenvolvimento dos germens de espiritualidade superior.

Ferido na vaidade e na ambição, Herodes determina a morte do Pequenino Emissário.

A ignorância que nos governa, desde muitos milênios, trabalha contra a idéia redentora, movimentando todas as possibilidades ao seu alcance.

Conserva-se JESUS na casa simples de Nazaré.

Nunca poderemos fornecer testemunho à Humanidade, antes de fazê-lo junto aos nossos, elevando o espírito do grupo a que DEUS nos conduziu.

Trabalha o Pequeno Embaixador numa carpintaria.

Em toda realização superior, não poderemos desdenhar o esforço próprio.

Mais tarde, o Celeste Menino surpreende os velhos doutores.

O pensamento cristão entra em choque, desde cedo, com todas as nossas antigas convenções relativas à riqueza e à pobreza, ao prazer e ao sofrimento, à obediência e à mordomia, à filosofia e à instrução, à fé e à ciência.

Trava-se, então, dentro de nosso mundo individual, a grande batalha.

A essa altura, o mensageiro fez longa pausa.

Flores de luz choviam do mais alto, como alegrias do NATAL, banhando-nos a fronte. Os demais companheiros e eu aguardávamos, ansiosos, a continuação da mensagem sublime; entretanto, o missionário generoso sorriu paternalmente e rematou:

_ Aqui termino minhas humildes lembranças do Natal Simbólico. Segundo observais, o Evangelho de Nosso Senhor não é livro para os museus... mas roteiro palpitante para a VIDA. ”

( Chico Xavier / Irmão X - 'Biografia' - 1910/2002 )

28/Dezembro/2006:

“ NA NOITE DE NATAL ”
- Antologia Mediúnica do Natal - 1967 -

“ _ Minha mãe, porque Jesus,
Cheio de amor e grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza ?

Porque não veio até nós
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado
De sedas e pedrarias ? ”

“ _ Acredito, meu filhinho,
Que o Mestre da Caridade
Mostrou, em tudo e por tudo,
A luminosa humildade !

Às vezes, penso também,
Nos trabalhos deste mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais profundo ! ”

E a pobre mãe de olhos fixos
Na luz do céu que sorria,
Concluiu com sentimento
Em terna melancolia:

“ _ Por certo, Jesus ficou
Nas palhas, sem proteção,
Por não lhe abrirmos na Terra
As portas do coração. ”

( Chico Xavier / João de Deus - 'Biografia' - 1910/2002 )

 

 

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